Open Insurance: o que é e como funcionará o sistema de seguros abertos

Leitura: 4 min Previsto para chegar em dezembro deste ano ao mercado, empresas de seguros já discutem quais serão as vantagens e desafios do sistema.

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Se você é daqueles que gosta de estar por dentro de tudo que acontece no mercado de finanças, tecnologia e inovação, certamente você tem acompanhado as postagens em nosso blog, podcast ou redes sociais. 

Ao longo dos meses, já falamos sobre o Open Banking, Open Finance, Open Innovation, Open X, entre outros. Hoje falaremos sobre o Open Insurance e de como ele irá funcionar, além dos desafios e das vantagens trazidas pelo sistema.  Confira!



O que é o Open Insurance?

O Open Insurance, ou Sistema de Seguros Aberto, é um projeto que funciona seguindo o mesmo modelo dos demais Opens, que buscam possibilitar que os consumidores compartilhem suas informações entre as entidades participantes de maneira segura, rápida, precisa e adequada.

Ele está incluso em um conceito mais ampliado do Open Finance, um ecossistema completo e integrado, e que possui essa fatia focada em seguros. Além disso, também conta com o Open Banking, que começou a ser implementado no Brasil ainda no ano passado.

Futuramente, conforme for ocorrendo o processo evolutivo do sistema, ele também contemplará o Open Investments, que permitirá que os clientes compartilhem dados do segmento de investimentos com o intuito de obter produtos e serviços ainda melhores.



Público e benefícios

O Open Insurance é voltado aos usuários de produtos e serviços de seguros, previdência complementar aberta e capitalização autorizadas/credenciadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Para que sejam entregues esses benefícios aos clientes, o Open Insurance operacionaliza e padroniza o compartilhamento de dados e serviços por meio de abertura e integração de sistemas. O objetivo do Open Insurance é promover um mercado de seguros aberto, em que as  trocas de informações entre seguradoras e os demais participantes do setor aconteçam de forma segura. Assim como acontece nos demais Opens, essa troca só acontece após ser concedida a permissão pela entidade reguladora do segmento.

“Será possível transmitir informações não só de produtos, mas de todas as transações e todas as posições que os clientes venham a ter nas seguradoras”, explicou o diretor de investimentos da XP Seguros, Amancio Paladino em publicação no site InfoMoney.

Assim como vem ocorrendo nos outros ecossistemas, o Open Insurance também tem como proposta colocar os clientes e suas necessidades no centro das atenções e lhe dar opções de escolhas.

“Além disso, entre as funcionalidades está a possibilidade de agregar e comparar ofertas de diferentes seguradoras facilitando a tomada de decisão do cliente. A ideia é que as ofertas de seguros sejam mais competitivas em termos de custos e inovação”, explicou o diretor de investimentos da XP.



Processo de funcionamento

Não diferente do Open Banking, o Open Insurance também terá sua implementação no Brasil de forma gradual. Confira a previsão do calendário de implementação do sistema:

  • 1ª fase – iniciou em 15 de dezembro de 2021 e teve um caráter mais burocrático, já que buscou contemplar o compartilhamento de dados públicos das empresas referentes a produtos e canais de atendimento.

  • 2ª fase – terá início em 1º de setembro deste ano, será o momento em que os clientes poderão compartilhar seus dados pessoais.

  • 3ª fase – acontece a partir de 1º de dezembro deste ano e prevê a execução de serviços por meio do ecossistema. 



Benefícios e desafios

Assim como no Open Banking, um dos principais benefícios do Open Insurance é dar a autonomia para os clientes, permitindo que eles sejam os reais donos de seus dados e que  possam escolher o que fazer com eles.

De acordo com o diretor da SulAmérica Seguros, Victor Bernardes, a transferência de poder sobre os dados, saindo das mãos das instituições e passando para as dos clientes vai gerar mais autonomia e transparência.

“O primeiro efeito que podemos esperar a partir disso é mais competição. E isso vai refletir em preços menores, relacionamento mais atencioso com o cliente e naturalmente as instituições participantes não só do Open Insurance, mas do Open Finance, vão precisar se adaptar às demandas do cliente. Não é mais a commodity de prateleira apenas para perfis financeiros, demográficos e familiares diferentes, será preciso desenvolver customização em todos os níveis”, explicou Bernardes ao site InfoMoney.

Mas, quando se trata de novos mecanismos, nem só de glamour se vive. Sempre existem desafios e percalços no caminho. No caso do Open Insurance, os desafios são os mais diversos e ainda estão por vir, já que ainda o processo está no início.

Talvez o principal obstáculo seja a construção da integração de sistemas de forma sólida e sem falhas. “Precisamos prover um ambiente onde as informações possam trafegar de forma segura e de forma correta, saindo de um ponto de partida A para o ponto de destino B sem qualquer interrupção. E para isso o nível de tecnologia é alto e robusto”, explicou Paladino.

O Open Insurance segue em processo evolutivo e de implementação aqui no Brasil. E, nós, da Phi, estaremos atentos a qualquer novidade. Se você deseja saber mais sobre o sistema ou sobre outros assuntos do mercado de finanças, tecnologia e inovação, acompanhe as postagens em nosso blog, nos siga nas redes sociais e escute o podcast em nosso canal no YouTube e na plataforma de áudio Spotify!


Fontes:
https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/open-insurance-como-vai-funcionar-o-compartilhamento-de-dados-de-seguros-e-previdencia-expert-2021-infomoney/
https://openinsurance.susep.gov.br/

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