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Por meio da tecnologia, é possível criar um registro de originalidade de produtos digitais. Isso tem permitido leilões milionários de GIFs, tuítes e imagens na internet.

26 de maio de 2021.

Se você é uma pessoa que fica antenada a tudo que tem acontecido no mercado financeiro, ainda mais quando envolve tecnologia, você já deve ter ouvido falar em NFTS, ou Non-fungible Token, que em tradução livre significa “token não-fungível”. Eles são determinados através de blockchain, que permitem que seja definida a especificidade de objetos digitais. Blockchain, ou cadeia de dados, é um conceito que surgiu em 2008 e representa uma maneira de validar transações ou registros. Criado para que fosse possível dar mais segurança nas transações digitais, o blockchain está associado às criptomoedas como Bitcoin, Litecoin ou Ethereum, justamente por criar registros únicos, imutáveis e criptografados. No entanto, com o passar dos anos ele também passou a ser usado para validar produtos de outros segmentos, como documentos.

Assim, os NFTS, quando atrelados a qualquer objeto que seja digital, seja imagem, foto, vídeo, música, mensagem, postagem em rede social etc., torna-se um elemento único no mundo, o que proporciona ausência em torno do objeto e abre espaço para que seja instalado mercado, composto principalmente por colecionadores e investidores interessados na aquisição de obras e ativos digitais. Isto tem se tornado uma nova maneira de investimento e proporcionado leilões milionários. 

De acordo com matéria no site Poder 360, em 2020, foram movimentados cerca de US$ 50 bilhões no mercado de leilões de obras de arte, segundo informações da Statista, empresa alemã especializada em dados de mercado e consumidores. Este valor está atrelado a obras físicas e consideradas raras, como o caso de uma obra de autoria do ex-primeiro ministro britânico, Winston Churchill. A peça fazia parte da coleção da atriz Angelina Jolie e foi vendida pela casa de leilões Christie’s pelo valor de US$ 12 milhões em 1º de março deste ano. As peças, que têm movimentando não só dinheiro, mas também muito burburinho nos últimos meses, têm uma característica em comum: são as peças digitais que têm NFT. No dia 22 de março, o 1º tweet de Jack Dorsey, fundador do Twitter, foi leiloado por US$ 2,9 milhões. A foto da coluna Kevin Roose, do New York Times, foi vendida por US$ 560 mil, em 25 de março. Em 28 de fevereiro, a cantora canadense Grimes vendeu uma coleção de obras de arte digitais por US$ 6 milhões.

Em entrevista ao portal Poder 360, o pesquisador e professor do Departamento de Ciências Contábeis da Universidade de Brasília, Paulo Roberto Barbosa Lustosa, explica que “o token é como se fosse uma ação de um projeto que ainda não foi materializado”. O uso do token também foi uma maneira de vincular valores reais aos produtos digitais. “A arte tem um valor intangível. É o valor da inteligência e da capacidade do artista de conceber aquela obra. Isso pode ganhar um valor absurdo porque ela é uma relíquia, é única. Eu posso transpor essa ideia da obra de arte física para uma obra de arte ‘digital’. Se eu tivesse um mecanismo para criar um mercado digital de obras, então eu poderia transacionar essas peças”, explica o pesquisador na publicação, mostrando que é exatamente o que vem acontecendo.

Ainda em grande expansão, o mercado de NTF possui alguns riscos. Ponto o qual o pesquisador alerta aos usuários que desejam fazer uso da tecnologia. De acordo com o professor, os valores desses produtos podem cair e ocorrer alterações deste mercado. “O mercado pode passar a não aceitar mais essa moeda nas trocas”. Outro ponto é que, assim como as criptomoedas, as transações de produtos em NTFS não possuem intervenção por parte dos governos. Mas isso pode ser alterado a qualquer momento. “Se uma moeda flutua muito, ela passa a ser um elemento especulativo. As pessoas estão comprando menos pelo poder de troca e mais pela expectativa de que o preço vai aumentar”, explica Lustosa. Além desses pontos, ele destaca a questão do ataque de hackers à tecnologia dos NFTs. “A cadeia de blockchain, que é superprotegida, vai agregando novas camadas a cada transação realizada. Apesar de ser extremamente difícil, alguém pode hackear. Isso não está inviolável”, completa Lustosa.

O mercado de produtos que utilizam NFTS ainda está em crescimento, mas já movimentou milhões de dólares nos primeiros meses de 2021. Se você deseja saber mais sobre tudo o que acontece no mercado financeiro e que envolve a tecnologia, fique ligado em nossas postagens nas redes sociais e acompanhe um novo mundo de possibilidades. Nós, da Phi, estamos sempre ligados e podemos levar até você um conteúdo de qualidade e muitas soluções. Venha com a gente!

Fontes:
https://www.poder360.com.br/economia/entenda-o-que-sao-nfts-fenomeno-de-sucesso-milionario-em-leiloes/#:~:text=Entenda%20o%20que%20s%C3%A3o%20NFTs%2C%20 fen%C3%B4nimo%20de%20 sucesso%20 million%C3%A1rio%20 em%20el%C3%B5es,-Usam%20tecnologia%20das text=O%20mercado%20de%20arte%20 movimenta%20 milh%C3%B5es%20 anualmente.&text=As%20 obras%20de%20 arte%20que,ingl%C3%AAs%20 non%2d Fungible%20 token).
https://www.techtudo.com.br/noticias/2021/03/o-que-e-nft-entenda-como-funciona-a-tecnologia-do-token.ghtml
https://www.techtudo.com.br/noticias/2017/11/o-que-e-blockchain.ghtml

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