Neobanks: um mercado em crescimento

Leitura: 3 min O setor bancário brasileiro vive uma constante evolução. Após longos anos de consolidação, o ecossistema se viu pressionado a mudar. Essa transformação ocorreu principalmente com

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O setor bancário brasileiro vive uma constante evolução. Após longos anos de consolidação, o ecossistema se viu pressionado a mudar. Essa transformação ocorreu principalmente com o surgimento dos primeiros neobanks, também conhecidos como bancos digitais, apesar de não serem a mesma coisa. Tantas mudanças tornaram a categoria mais competitiva, obrigando as instituições financeiras tradicionais a se reinventarem. Afinal, com a ascensão de novas empresas no âmbito, foi colocada em risco a velha relação entre cliente e banco.

Divulgado em dezembro do ano passado, o índice mundial de neobanking, pesquisa realizada pela Exton Consulting, empresa especializada em estratégia e gestão de serviços financeiros, mostrou que, na América Latina, ocorre uma evolução de maneira exponencial e dinâmica neste setor. Atualmente, o continente encontra-se perto dos 50 neobanks ativos, que seguem os passos da história de sucesso do Nubank no Brasil. Falando no nosso país, você sabia que somos o quinto colocado no ranking global em número de neobanks, ficando atrás apenas do Reino Unido, da Coréia do Sul, da Suécia e da França? 

As diferenças entre neobanks e bancos digitais

Os neobanks e os bancos digitais fazem uso da tecnologia como um importante diferencial em relação às instituições financeiras tradicionais, mas isso não significa que eles sejam a mesma coisa. Os neobanks são empresas que já nascem 100% digitais; não possuem uma rede de agências; e não possuem vínculo com instituições financeiras tradicionais e suas estruturas. Já os bancos digitais, apesar de toda sua composição tecnológica, levam junto a si um legado que está atrelado a uma instituição financeira tradicional.

Algumas empresas que foram criadas como fintechs, isto é, especializadas em desenvolver produtos e serviços digitais, estão crescendo e ampliando sua atuação, podendo se tornarem neobankings, por exemplo. 

Esta ampliação é favorável no ecossistema brasileiro, já que atualmente vivemos um boom das startups financeiras: o ano de 2020 foi histórico para as fintechs do país, que captaram mais de US$ 1,9 bilhão, de acordo com dados do estudo Distrito Inside Fintech. 

Em 2018, quando foi publicado o último informativo sobre o assunto pela Exton Consulting, foram identificados 60 bancos digitais desafiadores em todo o mundo. Agora, apenas dois anos depois, esse número aumentou em mais de quatro vezes, passando para impressionantes 256 neobanks ativos, com muitos mais em processo de lançamento. Neste momento de crescimento acelerado há, no entanto, outro lado da história, já que a crise da saúde da Covid-19 coloca uma lente sobre a economia do segmento. “Estes desenvolvimentos são motivos suficientes para voltarmos a olhar de perto este segmento tão debatido, com o objetivo de compreender melhor o nível de disrupção causado e as suas perspetivas futuras”, expõe o editorial da pesquisa.  

Apesar das instabilidades trazidas pela crise sanitária em 2020, os neobanks, os bancos digitais e as fintechs já se tornaram grandes parceiros de milhões de usuários e ainda são um mercado em expansão no Brasil. O que você está esperando para investir nas suas ideias em 2021? Nós temos as soluções certas e um time megacapacitado para fazer a sua ideia se tornar realidade ainda neste ano!

Fontes:

https://noomis.febraban.org.br/especialista/ricardo-escola/a-terceira-onda-dos-meios-de-pagamento-no-brasil-ja-comecou

https://extonconsulting.com/en/wp-content/uploads/sites/2/2020/11/Inside-Financial-Services-Germany-n5.pdf

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