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Clientes sem conta em banco, mas com celular e acesso à internet, são principal público-alvo.

11 de setembro de 2020.

No Brasil, cerca de 45 milhões de pessoas não possuem vínculo com instituições financeiras, o que dificulta o acesso a uma série de serviços. No entanto, 60% deste contingente possui pelo menos um aparelho celular com acesso à internet. A partir daqui o resultado da equação é óbvio: as operadoras de telecomunicações, como Vivo, Claro, Tim e Oi, resolveram firmar parceiras com as fintechs para que os serviços bancários oferecidos de forma simplificada cheguem à imensa base de clientes delas.

Se para as operadoras as parcerias são chances de diversificar receitas, para as fintechs são formas de ganhar escala rapidamente ao ter acesso a milhões de clientes ativos. Essa união já vinha sendo discutida há algum tempo, todavia, devido ao atual cenário causado pela crise do novo coronavírus e o lançamento do Pix, promissor modelo de pagamento do Banco Central (BC), ela finalmente recebeu o impulso necessário para começar a sair do papel. O distanciamento trazido pela pandemia fez com que os processos de digitalização se acelerassem e se diversificassem, tudo para evitar o contato físico. Um exemplo foi a criação do aplicativo da Caixa Econômica Federal (CEF) para saque do auxílio emergencial. Com isso, um novo público foi apresentado às empresas de serviços financeiros digitais. 

A amplitude do programa acabou demonstrando que o sistema bancário tradicional acaba deixando parte da população que necessita do auxílio de fora. E é aqui que entram as fortalezas das telecomunicações e das startups financeiras. “Nunca houve um processo de bancarização tão acelerado quanto na quarentena”, explica o diretor de estratégia e transformação da Oi, Rogério Takayanagi, em entrevista ao jornal Estadão.  Ele avalia que este movimento facilitou o uso das plataformas disponibilizadas pelas operadoras para a distribuição de conteúdos digitais, em particular os relacionados a questões financeiras.

Menos burocracia 

Os entraves burocráticos são muitas vezes os empecilhos para que as pessoas abram contas nas instituições financeiras tradicionais. Com este acordo sendo firmado pelas teles e pelos bancos digitais, será possível abrir novas possibilidades para que parte da população abra contas a baixo custo. Em entrevista ao jornal Estadão, o vice-presidente de estratégia e transformações da Tim, Renato Chiuchini, acredita que este período de pandemia deixará como legado a introdução dos brasileiros às contas digitais. “O auxílio emergencial acelerou a digitalização da base da pirâmide da população numa velocidade rápida e inesperada. Essas pessoas, ao perceberem que contas digitais têm menos custos e burocracias, vão ficar. Vai ser positivo para os setores”, afirma Chiuchini. 

Antes mesmo da pandemia tomar as proporções que presenciamos ao longo dos meses, a Tim já havia firmado uma parceria com o banco digital C6 Bank. Por meio de contrato, a tele poderá ter um percentual de até 15% nas participações da fintech. Conforme a operadora direcionar seus clientes para aberturas de contas com o C6, este percentual pode evoluir para números cada vez maiores.

Assim como a Tim, a Claro também busca fazer parte desta onda e firmar acordo com os bancos digitais. A tele, junto ao banco Inbursa, lançou o SmartCred, um serviço de crédito pessoal ao usuário que o possibilita a realizar parcelamentos em até três anos. Apesar do Banco Inbursa também ser de propriedade de Carlos Slim, dono da Claro, o diretor de serviços financeiros da Claro, Maurício Santos, afirmou ao Estadão que os novos acordos poderão ser firmados com outras instituições financeiras. Entre os serviços financeiros que a operadora deseja oferecer aos seus clientes estão pagamentos por celular, crédito, investimentos, seguros e correspondentes bancários. Contudo, a tele aguarda para ver como será a adesão do Pix pelos usuários.

Com esta linha de pensamento, a Vivo segue o mesmo caminho das outras operadoras. A empresa também vê a entrada do Pix no mercado como uma ótima oportunidade para os acordos firmados com os bancos digitais. “Teremos a marca e a responsabilidade de captar o cliente. A operação é com a instituição financeira”, conforme o diretor de serviços digitais e inovação, Rodrigo Gruner, explicou ao jornal Estadão. De agosto de 2019 a abril deste ano, a operadora, em parceria com o banco Digio, ofertou um serviço piloto de crédito pessoal para clientes de planos controle e pós-pago, o Vivo Money. “O objetivo para 2020 é acelerar e expandir o serviço; estamos avaliando outras possibilidades na área de serviços financeiros que sejam relevantes para os nossos clientes e possam gerar valor no médio e longo prazo para a empresa”, afirma Gruner ao site Noomis.

As fintechs estão cada vez mais presentes na vida de milhares de brasileiros. Sabia que a sua empresa também pode oferecer esse tipo de serviço? Nós, da Phi, podemos te ajudar a montar uma proposta desenhada especialmente para as necessidades dos seus clientes! Fale com a gente 😉

Fontes:

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,servico-financeiro-une-teles-e-fintechs,70003429118

https://noomis.febraban.org.br/noomisblog/teles-buscam-fintechs-para-oferecer-servicos-financeiros

https://www.istoedinheiro.com.br/servico-financeiro-une-teles-e-fintechs/

https://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2020/09/epoca-negocios-servico-financeiro-une-teles-e-fintechs.html

Phil

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